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Compactação de Arquivos: ZIP, RAR e 7z para Concursos

Por Fernando Lisboa9 min de leitura12 questões

Pasta de documentos sendo compactada em um arquivo ZIP na tela de um notebook, com pendrive e HD externo ao lado sobre a mesa

Você compacta uma pasta, coloca uma senha no ZIP e manda por e-mail. O arquivo ficou menor, ficou protegido, ou as duas coisas? Essa mistura entre compactar e criptografar é uma das confusões mais exploradas em questões de Arquivos, e a resposta curta é que uma coisa não implica a outra. Compactar reduz o tamanho e reúne arquivos; proteger com senha é outro recurso, que alguns programas oferecem junto.

Este artigo aprofunda o que o texto sobre tipos de arquivo e extensões só resume. Você vai ver como a compactação funciona, a diferença entre ZIP, RAR, 7z e GZ/TAR, o que muda no Windows e no Linux, por que alguns arquivos quase não diminuem e quais afirmações costumam aparecer erradas nos itens de certo e errado. No fim, há 12 questões autorais comentadas. Elas seguem o estilo de cada banca, mas não são questões reais de provas anteriores.

O que é compactar um arquivo

Compactar (ou comprimir) é gravar a mesma informação ocupando menos espaço. O princípio é eliminar redundância: um texto repete caracteres e palavras, e o algoritmo troca essas repetições por representações menores. A própria Microsoft descreve a compressão assim, como a redução do tamanho do arquivo pela eliminação de dados redundantes.

Na prática, a palavra “compactar” mistura duas ideias que a banca separa:

  • Compressão: reduz o espaço ocupado pelos dados;
  • Empacotamento (arquivamento): reúne vários arquivos e pastas em um único arquivo, o pacote.

O ZIP faz as duas coisas ao mesmo tempo. Já o tar, do Linux, só empacota, e a compressão fica por conta de outro programa, como você verá adiante. Guarde essa diferença, porque ela rende itens inteiros.

Compressão sem perda e com perda

Esse é o par de conceitos mais cobrado. Na compressão sem perda, nenhum dado é descartado: ao descompactar, você recupera o arquivo idêntico ao original. ZIP, RAR, 7z e GZ trabalham assim, e o mesmo vale para o PNG nas imagens. Na compressão com perda, parte da informação é descartada de forma permanente para reduzir ainda mais o tamanho, e o arquivo original não volta igual. É o caso do JPG nas imagens e do MP3 no áudio.

Por isso, a pegadinha clássica troca os papéis: atribui perda de dados ao ZIP ou promete reconstrução perfeita a um JPG. Quando o enunciado fala em “recuperar exatamente o conteúdo original”, pense em compressão sem perda.

ZIP, RAR, 7z e GZ/TAR: comparação dos formatos

A tabela resume o que cada formato tem de característico. Deslize para o lado no celular.

FormatoExtensãoO que lembrar
ZIP.zipO mais difundido. O Windows cria e abre ZIP direto, sem programa extra. Comprime e empacota.
RAR.rarFormato do WinRAR. Aceita dividir o arquivo em volumes e usar senha. O 7-Zip apenas extrai RAR.
7z.7zFormato do 7-Zip, gratuito e de código aberto. Costuma alcançar taxa de compressão alta e aceita criptografia AES-256.
GZ.gzPadrão no Linux. O gzip comprime um arquivo por vez e troca o original pelo .gz.
TAR.tarSó empacota vários arquivos em um. Não comprime por si só.
TAR.GZ.tar.gz ou .tgzPacote criado pelo tar e comprimido pelo gzip. Combina as duas etapas.

Repare que “formato de arquivo compactado” e “programa que compacta” são coisas diferentes. WinRAR e 7-Zip são programas; .rar e .7z são formatos. A banca gosta de perguntar o nome de um quando descreve o outro.

Compactar no Windows

No Windows, o caminho clássico é clicar com o botão direito no arquivo ou na pasta e escolher a opção de pasta compactada (zipada). Segundo o suporte da Microsoft, o arquivo ZIP é criado no mesmo local do original e pode ser renomeado. Para usar o conteúdo, você abre a pasta compactada e arrasta os itens para outro local, ou escolhe Extrair tudo para extrair o conteúdo completo.

Dois detalhes importam para a prova:

  • o resultado da compactação é um novo arquivo, e os originais continuam onde estavam;
  • um arquivo compactado precisa ser extraído (descompactado) para voltar a ser usado normalmente, e a extração com compressão sem perda devolve o conteúdo idêntico.

A mesma página informa que o Windows 11, a partir da versão 24H2, passou a oferecer suporte aos formatos ZIP, RAR, 7z e TAR. Mesmo assim, o ZIP segue como o formato que o menu do Windows cria diretamente, e programas como 7-Zip e WinRAR ampliam as opções.

Compactar a unidade no NTFS não é o mesmo que criar um ZIP

Existe ainda a compactação do próprio sistema de arquivos. O NTFS aceita compressão de arquivos e pastas de forma transparente: os programas abrem o arquivo como se ele não estivesse compactado, sem precisar extrair nada. Já o ZIP é um arquivo separado, que você precisa extrair. O artigo sobre sistemas de arquivos lista a compactação entre os recursos do NTFS, e o FAT32 não os possui. Se a questão fala em unidade ou pasta compactada pelo NTFS, não é o ZIP que ela descreve.

Compactar não é criptografar

Aqui está o ponto central da prova. Compactar altera a forma de gravar os dados para ocupar menos espaço; criptografar embaralha o conteúdo para que só quem tem a chave o leia. Um ZIP comum, sem senha, pode ser aberto por qualquer pessoa que o receba, e a compactação não esconde nada.

Notebook exibindo uma pasta compactada com ícone de cadeado, símbolo de que a senha é um recurso do programa e não da compactação

Para proteger o conteúdo, é preciso um programa que ofereça senha. O 7-Zip informa que oferece criptografia AES-256 nos formatos 7z e ZIP, e o WinRAR também usa AES de 256 bits. Já a Microsoft informa que o Windows 11 24H2 não oferece suporte a operações em arquivos compactados criptografados e sugere ferramentas como 7-Zip ou WinRAR nesse caso.

Duas ressalvas completam o quadro. Primeira: a proteção por senha pertence ao programa e ao método escolhidos, não ao conceito de compactação, e o manual do zip no Linux chama a criptografia padrão do ZIP de relativamente fraca, indicando métodos mais fortes quando o sigilo importa. Segunda: se você compacta um arquivo que já está criptografado no Windows, a Microsoft avisa que ele será descriptografado na extração, o que pode expor a informação.

Por que alguns arquivos quase não diminuem

Um compactador só consegue reduzir o que tem redundância. Textos puros (.txt), planilhas simples e imagens .bmp compactam muito. Arquivos que já passaram por compressão praticamente não encolhem:

  • imagens .jpg e .png;
  • áudio .mp3 e vídeo .mp4;
  • documentos .docx, .xlsx e .pptx, que o Office já grava usando a tecnologia ZIP;
  • arquivos .zip, .rar e .7z compactados de novo.

A Microsoft observa que uma pasta de imagens JPEG fica com tamanho muito parecido depois de zipada, e a documentação do Office explica que os formatos Open XML usam compressão ZIP ao salvar. Em prova, a conclusão é que compactar nem sempre reduz o tamanho de forma significativa, e que compactar duas vezes não gera ganho proporcional. Para o bloco geral de extensões, volte ao artigo sobre tipos de arquivo.

Compactar no Linux: tar, gzip, zip e unzip

No Linux, os comandos aparecem com frequência nas listas de Arquivos e de Sistemas. O manual do GNU tar descreve o tar como a ferramenta que guarda vários arquivos em um só e oferece opções como -c (criar), -x (extrair), -t (listar), -v (exibir o que é processado) e -f (indicar o arquivo). A compressão entra por filtros externos: -z passa o pacote pelo gzip, -j pelo bzip2 e -J pelo xz.

ComandoO que faz
tar -cvf pacote.tar pasta/Cria um pacote .tar, sem comprimir
tar -czvf pacote.tar.gz pasta/Cria o pacote e o comprime com gzip
tar -xvf pacote.tarExtrai o conteúdo do pacote
gzip arquivo.txtComprime e gera arquivo.txt.gz no lugar do original
gunzip arquivo.txt.gzDescomprime o arquivo .gz
zip -r pacote.zip pasta/Cria um ZIP incluindo as subpastas
unzip pacote.zipExtrai um arquivo ZIP

O gzip, segundo a documentação, usa codificação Lempel-Ziv e, sempre que possível, substitui cada arquivo por uma versão com extensão .gz. Por isso as duas pegadinhas típicas são “o tar comprime sozinho” (errado, ele empacota) e “o gzip gera um único pacote com vários arquivos” (errado, ele comprime arquivo por arquivo; para juntá-los antes, usa-se o tar). O artigo de Linux para concursos traz esses comandos ao lado de chmod, chown e find.

Volumes divididos, backup e envio por e-mail

Há três usos práticos que a banca costuma encaixar em enunciados.

Volumes divididos. Programas como o WinRAR permitem dividir um arquivo compactado em partes menores, os volumes, para caber em mídias pequenas ou em limites de envio. O ZIP também aceita arquivos divididos, e o manual do zip cita nomes como .z01, .z02 e, por último, .zip. Para extrair, você precisa de todos os volumes, juntos e completos; ter só o primeiro não basta.

Envio por e-mail. Compactar vários arquivos em um só anexo facilita o envio e pode reduzir o tamanho, mas o limite do provedor continua valendo, e arquivos já comprimidos, como fotos em JPG, pouco ajudam. Lembre também que um ZIP pode conter qualquer coisa, inclusive executáveis, então abrir anexo compactado de origem desconhecida segue sendo risco.

Backup. Compactar uma pasta e deixar o arquivo no mesmo HD não é backup: se o disco falhar, o original e o ZIP somem juntos. A compactação ajuda a economizar espaço na cópia, mas a proteção vem de seguir a regra 3-2-1 e dos tipos de cópia vistos em backup em segurança da informação.

Pegadinhas da banca sobre compactação

Cabe destacar que a banca costuma trocar uma palavra para inverter o sentido. Estas afirmações aparecem com frequência em itens desse assunto, e todas estão erradas:

  • “Compactar um arquivo o protege contra acesso não autorizado.” Errado: compactar não é criptografar.
  • “A compactação em ZIP descarta parte dos dados para reduzir o tamanho.” Errado: o ZIP usa compressão sem perda.
  • “Todo arquivo fica bem menor ao ser compactado.” Errado: JPG, MP3, MP4 e documentos do Office quase não encolhem.
  • “O tar comprime os arquivos por padrão.” Errado: ele apenas empacota.
  • “Só é possível criar um arquivo ZIP com programas de terceiros.” Errado: o Windows cria ZIP pelo menu de contexto.
  • “Para extrair um arquivo dividido em volumes, basta o primeiro volume.” Errado: todos são necessários.
  • “Compactar uma pasta e mantê-la no mesmo disco equivale a fazer backup.” Errado: falta cópia em outro local.
  • “A compressão do NTFS e o arquivo ZIP são o mesmo recurso.” Errado: a primeira é transparente e do sistema de arquivos; o segundo é um arquivo à parte.

Repare no padrão: palavras como “todo”, “só” e “por padrão” funcionam como alarme.

Perguntas frequentes

ZIP e RAR são a mesma coisa?

Não. Ambos reúnem e comprimem arquivos sem perda, mas são formatos diferentes. O ZIP é aberto e nativo no Windows; o RAR é o formato do WinRAR, e o 7-Zip consegue apenas extrá-lo.

Todo arquivo compactado tem senha?

Não. A senha é um recurso opcional que depende do programa e do formato. Um ZIP criado pelo menu do Windows, por exemplo, pode ser aberto por qualquer pessoa.

Qual formato compacta mais?

Depende do conteúdo, mas o 7z costuma alcançar taxas de compressão altas, e é isso que o site do 7-Zip destaca. Em prova, o que importa é saber que o ganho varia conforme o tipo de arquivo.

Compactar e descompactar estraga o arquivo?

Nos formatos sem perda, como ZIP, RAR, 7z e GZ, não. O conteúdo volta idêntico. A degradação existe em formatos com perda, como JPG e MP3.

Conclusão: seu próximo passo de estudo

Portanto, a compactação cabe em poucas ideias: compactar reduz e reúne, mas não protege; ZIP, RAR, 7z e GZ comprimem sem perda; tar empacota e gzip comprime; arquivos já comprimidos quase não encolhem; e o arquivo compactado precisa ser extraído para uso normal. Agora, resolva as questões abaixo e confira cada comentário. Depois, revise a base no artigo sobre organização de arquivos, pastas e programas e teste-se no simulado de Arquivos.

Fontes e referências

Questões comentadas

12 questões para você responder agora. Escolha uma alternativa para ver o gabarito e o comentário na hora.

0 de 12 respondidasAcertos: 0
  1. Questão 1Estilo Cebraspe

    Compactar um arquivo no formato ZIP, sem definir senha, impede que outras pessoas leiam o conteúdo, pois a compactação embaralha os dados.

  2. Questão 2Estilo Cebraspe

    Nos formatos de compactação sem perda, como o ZIP e o 7z, o arquivo extraído é idêntico ao original que foi compactado.

  3. Questão 3Estilo Cebraspe

    Uma pasta com centenas de fotografias no formato JPG tende a reduzir bastante de tamanho ao ser compactada em um arquivo ZIP, porque o JPG não possui nenhuma compressão.

  4. Questão 4Estilo Cebraspe

    No Linux, o comando tar -cvf pacote.tar pasta/ reúne o conteúdo da pasta em um único arquivo, sem comprimi-lo.

  5. Questão 5Estilo Cebraspe

    Os documentos nos formatos .docx, .xlsx e .pptx do Microsoft Office usam a tecnologia de compressão ZIP, razão pela qual compactá-los novamente costuma trazer pouco ganho de espaço.

  6. Questão 6Estilo Cebraspe

    Um arquivo compactado dividido em vários volumes pode ser extraído normalmente apenas com o primeiro volume, já que ele contém o índice de todo o conteúdo.

  7. Questão 7Estilo Cebraspe

    Compactar uma pasta e manter o arquivo resultante no mesmo disco rígido do original constitui, por si só, uma cópia de segurança adequada.

  8. Questão 8Estilo FGV

    Uma servidora precisa enviar por e-mail 30 documentos de texto (.txt) e deseja anexar um único arquivo, que ocupe o menor espaço possível sem perda de conteúdo. A providência mais adequada é:

  9. Questão 9Estilo Vunesp

    No Linux, para criar o pacote backup.tar.gz a partir da pasta documentos/, empacotando e comprimindo com gzip na mesma operação, o comando adequado é:

  10. Questão 10Estilo FCC

    Sobre compactação de arquivos e proteção por senha, é correto afirmar que:

  11. Questão 11Estilo FGV

    Um técnico vai compactar uma pasta com os seguintes tipos de arquivo. Aquele em que a compactação deve produzir a MENOR redução de tamanho é o conjunto de:

  12. Questão 12Estilo Cesgranrio

    Dos formatos a seguir, aquele que utiliza compressão COM perda de dados é o: